Com a correria do dia-a-dia muitas mulheres gostam de aproveitar seu tempo ao máximo. Exemplo disso é a ação de se maquiar quando se está no trânsito. Isso parece ser um ato simples, entretanto, exige atenção e cuidados especiais.
De acordo com a coordenadora de Educação para o Trânsito do Departamento Estadual de Trânsito do Paraná (Detran/PR), Maria Helena Gusso Mattos, pequenas distrações podem causar sérios danos físicos e materiais. “Isto acontece porque alguns elementos básicos de direção defensiva não foram observados e, quando falamos na questão de maquiar-se enquanto se está conduzindo um veículo no trânsito, merecem destaque a atenção, a previsão e a decisão. O condutor deve manter-se em alerta durante todo o tempo, consciente das situações de risco em que pode envolver-se e pronto a tomar a atitude necessária para evitar acidentes”, alerta.
Ela afirma que o ato de se maquiar por mais que pareça algo simples e rápido exige atenção, fazendo com que a condutora não fique atenta ao trânsito. “É uma situação extremamente dinâmica e que possui variáveis alheias a nossa vontade, uma fração de segundo pode ser definitiva entre a percepção do risco e a capacidade de reação”, explica.
Alguns acidentes mais comuns pela falta de atenção são engavetamentos e colisões. Conforme lembra Maria Helena, não há nenhuma forma de se maquiar com segurança enquanto se está dirigindo. “Por isso, a dica é ter atitude cidadã e fazer a maquiagem em casa ou parar o veículo para fazê-la, pois algumas normas de circulação e conduta no trânsito embora não estejam no Código de Trânsito Brasileiro, devem ser seguidas. Ir e vir com segurança são direito de todos, e ações desnecessárias como se maquiar ao dirigir comprometem a segurança”, afirma.
De acordo com o médico especialista em medicina de trânsito, Walter Cordoni Filho, a mulher deve ter concentração ao dirigir. “Mantenha as duas mãos no volante, em posição ‘15 para as 3’, o que facilita manobras e melhora a reação. Quem se ocupa de outras coisas, além de atrapalhar o fluxo, também corre o risco de causar acidentes. Os mais comuns são pequenas batidas na traseira de outros veículos, mas também podem ocorrer graves acidentes como capotagens”, revela.
Uma pesquisa do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) revelou que, no período de 2004 a 2007, dos condutores envolvidos em acidentes de trânsito com vítimas, apenas 11% eram mulheres. E o número de mulheres habilitadas vem crescendo nos últimos anos. De acordo com o Registro Nacional de Carteiras de Habilitação (Renach), em 2004, o número de mulheres com habilitação no país era de 10.374.385. Em dezembro de 2008, o total chegou a 14.999.114, contabilizando um crescimento de 44% em quatro anos.